O que fazer no Japão: de Tóquio a Hiroshima

No Japão, um templo de mil anos e um cruzamento de neon cabem na mesma tarde, e em novembro as montanhas ficam vermelhas para quem chega.

Por Romulo Ruggeri, Head de Marketing na WeCover · Publicado em 24 de outubro de 2026 · 12 min de leitura

O Pagode Chureito, em Fujiyoshida, com o Monte Fuji ao fundo e as árvores do outono em primeiro plano

O Japão em poucas linhas

O que fazer no Japão começa por uma escolha que só esse país oferece: acordar diante de um portão de templo vermelho e jantar sob o neon de um cruzamento onde a cidade inteira atravessa quando o sinal abre. Entre uma coisa e outra, o trem-bala chega na hora marcada, ao minuto.

No outono, há ainda um presente para quem chega. As montanhas de Nikko, os templos de Kyoto e as margens do Lago Kawaguchiko trocam o verde pelo vermelho e pelo dourado, e o país inteiro sai para ver. Os japoneses chamam isso de momijigari, a caça às folhas de bordo.

Em 2025, o Japão recebeu o recorde de 42,7 milhões de visitantes estrangeiros¹. Os brasileiros foram 110 mil, 29% a mais que no ano anterior, e o crescimento tem explicação: desde 2023 não precisamos de visto.

O Monte Fuji refletido no Lago Kawaguchiko, com folhas vermelhas de outono na margem
No Lago Kawaguchiko, o Fuji se repete na água enquanto as folhas avermelham na margem.
Uma pessoa caminha pelo túnel de portões torii vermelhos do santuário Fushimi Inari, em Kyoto
No Fushimi Inari, os portões vermelhos se fecham sobre quem sobe a montanha.

As distâncias a partir de Tóquio

Quase toda viagem ao Japão começa e termina em Tóquio. Eu montaria o roteiro como um colar: a capital numa ponta, Kyoto no meio e Hiroshima na outra, com o trem-bala costurando tudo.

Mapa do Japão com os destinos do guia numerados a partir de Tóquio: Hakone, Lago Kawaguchiko, Nikko, Kyoto, Nara, Osaka, Himeji e Hiroshima

Os tempos abaixo são do trem mais rápido de cada trecho, consultados em 21/10/2026. Confira de novo antes de ir, porque os horários podem mudar.

NºDestinoDe TóquioQuantos dias valeO que é
1Tóquio—4Asakusa, Shibuya, Shinjuku e o Palácio Imperial
2Hakone85 min de trem Romancecar1o Lago Ashi, o torii na água e as fontes termais
3Lago Kawaguchikocerca de 2 h de ônibus1o Fuji refletido no lago e o Pagode Chureito
4Nikkocerca de 1h50 de trem Tobu1os santuários entalhados entre cedros
5Kyotocerca de 2h10 de trem-bala3Fushimi Inari, Kiyomizu-dera, Arashiyama e Gion
6Nara45 min de trem, a partir de Kyotomeio diao Grande Buda e os cervos soltos
7Osakacerca de 2h30 de trem-bala2o castelo, Dotonbori e a comida de rua
8Himejibate e volta a partir de Osakameio diao castelo original mais bonito do país
9Hiroshimacerca de 4 h de trem-bala1o Parque da Paz e o okonomiyaki em camadas

Para dez dias, eu ficaria com Tóquio, Kyoto, Nara e um dia no Fuji. Com duas semanas, desceria até Hiroshima e voltaria de trem-bala, vendo a paisagem passar pela janela.

Tóquio, do templo antigo ao neon

Comece por Asakusa, cedo, quando o incenso ainda sobe sozinho diante do Senso-ji, o templo mais antigo da cidade. O salão principal abre às 6h (6h30 de outubro a março)², e a rua Nakamise, com doces de arroz e leques, acorda logo depois.

À tarde, atravesse o cruzamento de Shibuya e suba ao Shibuya Sky para ver o sol cair sobre os prédios. No mirante, o ingresso comprado online custava ¥2.700 antes das 15h e ¥3.400 depois em outubro de 2026³; confira o valor no site antes de ir. O horário do pôr do sol esgota, então eu reservaria com dias de antecedência.

Guarde uma manhã para o Meiji Jingu, um santuário escondido numa floresta no meio da cidade, de entrada gratuita. E uma noite para Shinjuku, onde os becos de lanternas mostram como Tóquio janta depois do trabalho.

O templo Senso-ji, em Asakusa, iluminado à noite
À noite, o Senso-ji acende em Asakusa, o bairro mais antigo de Tóquio.
O cruzamento de Shibuya, em Tóquio, visto de cima, com centenas de pedestres atravessando
No cruzamento de Shibuya, o sinal fecha para os carros e a cidade inteira atravessa.

Kyoto e Nara, o Japão dos templos

Kyoto foi a capital imperial por mais de mil anos, e ainda se comporta como tal. No Fushimi Inari, milhares de portões torii vermelhos sobem a montanha em túnel; o santuário fica aberto o dia todo, e quem chega antes das 8h caminha quase sozinho.

No Kiyomizu-dera, o grande terraço de madeira se debruça sobre o vale, e no fim de novembro o templo costuma abrir à noite para a iluminação de outono; as datas de cada ano saem no site oficial⁴. No Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado reflete no lago; a entrada custa ¥500⁵.

Em Arashiyama, o bosque de bambu pede o amanhecer. No fim da tarde, caminhe por Gion, o bairro das gueixas, olhando sem fotografar de perto: as maiko estão indo trabalhar.

Nara fica a 45 minutos de trem. Lá, o Todai-ji guarda o Grande Buda de bronze, com entrada de ¥800⁶, e cervos andam soltos entre os templos, fazendo reverência a quem oferece biscoito.

O caminho entre os bambus de Arashiyama, em Kyoto, com visitantes ao fundo
Em Arashiyama, os bambus filtram a luz da manhã sobre o caminho.
Duas maiko em quimono tradicional numa rua de Gion, em Kyoto
Em Gion, duas maiko seguem pela rua de madeira no fim da tarde.

Fuji, Hakone e Nikko

O Monte Fuji tem humor próprio: some atrás das nuvens e reaparece sem aviso. Eu iria cedo ao Lago Kawaguchiko, quando o ar está limpo, e subiria as escadas até o Pagode Chureito para a vista mais famosa do Japão.

Em novembro, o Fuji-Kawaguchiko Momiji Matsuri ilumina à noite o Corredor Momiji, com entrada gratuita. O auge das cores ali costuma chegar a partir de meados do mês; a previsão de cada ano sai nos sites de folhagem, como o Weathernews⁷.

Hakone combina fonte termal, montanha e o torii vermelho dentro do Lago Ashi. Já Nikko, a menos de duas horas de Tóquio, reúne santuários entalhados e dourados entre cedros enormes; as folhas de lá viram antes, no fim de outubro.

O portão torii vermelho dentro do Lago Ashi, em Hakone, com o Monte Fuji ao fundo
No Lago Ashi, o torii fica dentro da água, com o Fuji atrás das montanhas.
O Monte Fuji com neve no topo visto do Lago Kawaguchiko, emoldurado por folhas vermelhas de bordo
Do Lago Kawaguchiko, os bordos vermelhos emolduram o Fuji no outono.

Osaka, Himeji e Hiroshima

Osaka é chamada de "a cozinha do Japão" desde os tempos em que o arroz e os produtos do país inteiro passavam pelo seu porto. Lá se pratica o kuidaore, que quer dizer algo como "comer até cair": em Dotonbori, os letreiros se refletem no canal e as barracas servem takoyaki, o bolinho de polvo, e okonomiyaki até tarde. O castelo da cidade, cercado de parque, fica bonito no outono.

Perto de Osaka, o Castelo de Himeji é o mais belo do país, branco como uma garça e original, sem reconstrução. Quem não mora na cidade paga ¥2.500 para entrar, e menores de 18 anos entram de graça, segundo o site oficial em outubro de 2026⁸.

Hiroshima pede um dia inteiro e o coração aberto. O Parque Memorial da Paz e a Cúpula da Bomba Atômica contam a história de 1945, e a cidade de hoje, viva e acolhedora, conta o resto.

O Castelo de Osaka cercado de árvores de outono sob céu azul
O Castelo de Osaka entre as folhas amarelas do parque.
Mãos de luva viram bolinhos de takoyaki numa chapa de ferro de uma barraca de rua
O takoyaki, bolinho de polvo nascido em Osaka, gira na chapa até dourar.

Monumentos históricos

Os monumentos do Japão são, na maioria, de madeira, e muitos foram reconstruídos ao longo dos séculos com a mesma técnica. Esta é a lista que eu não deixaria de fora.

MonumentoOndeEntradaO que tem de especial
Castelo de HimejiHimeji¥2.500; menor de 18 grátiscastelo original, Patrimônio da UNESCO
Todai-jiNara¥800o Grande Buda de bronze
Kinkaku-jiKyoto¥500o Pavilhão Dourado sobre o lago
Senso-jiTóquiogratuitoo templo mais antigo de Tóquio
Fushimi InariKyotogratuitoo túnel de milhares de torii
Nikko ToshoguNikkoconsulte o siteo mausoléu do xogum Tokugawa Ieyasu

Os preços foram conferidos nos sites oficiais em 21/10/2026. Confira de novo antes de ir, porque eles podem mudar.

O Castelo de Himeji, branco, emoldurado por folhas vermelhas de outono
O branco do Castelo de Himeji contra o vermelho do outono.
O Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado de Kyoto, refletido no lago do jardim
O Pavilhão Dourado se repete no lago do Kinkaku-ji, em Kyoto.
O salão do Grande Buda do templo Todai-ji, em Nara, num dia de sol
O Todai-ji guarda o Grande Buda de Nara num dos maiores prédios de madeira do mundo.
O santuário ornamentado de Nikko entre cedros altos
Em Nikko, a madeira entalhada dos santuários aparece entre cedros centenários.

Monumentos políticos e culturais

O Parque Memorial da Paz, em Hiroshima, é o lugar mais comovente do Japão. O museu custa ¥200 para adultos e abre às 7h30⁹; o parque e a Cúpula da Bomba Atômica são gratuitos.

Em Tóquio, os Jardins do Leste do Palácio Imperial abrem de graça, exceto às segundas e sextas¹⁰. O passeio guiado pela área externa do palácio também é gratuito, com reserva.

Para entender a cidade antiga, o Edo-Tokyo Museum, reaberto em 2026 depois de uma reforma, tem uma réplica em tamanho real da ponte Nihonbashi e entrada de ¥800¹¹. No Parque Ueno, o Museu Nacional de Tóquio guarda uma das maiores coleções de arte japonesa do mundo, e menores de 18 anos não pagam.

A Cúpula da Bomba Atômica, no Parque Memorial da Paz de Hiroshima, sob céu azul
A Cúpula da Bomba Atômica ficou de pé em Hiroshima e hoje é Patrimônio da Humanidade.
A ponte Nijubashi diante do Palácio Imperial de Tóquio, cercada de árvores
A ponte Nijubashi leva o olhar até o Palácio Imperial, no centro de Tóquio.

Onde comer no Japão

O Japão é o país em que o melhor prato da viagem pode custar ¥1.200 e vir num balcão de oito lugares. Eu escolheria os restaurantes pelo prato, não pela fama, e aceitaria a fila como parte do programa.

LugarCidadePeça istoPor quê
Ichiran ShibuyaTóquioramen tonkotsu (¥1.180)aberto 24 h, com cabine individual e pedido em inglês
AFURI HarajukuTóquioramen de sal com yuzuum caldo claro e cítrico, diferente do ramen pesado
Gyukatsu MotomuraTóquio, Shibuyagyukatsufilé empanado que você termina na pedra quente; não aceita reserva
Sushi DaiTóquio, Toyosuomakase de sushio sushi de café da manhã mais famoso da cidade; só dinheiro, fecha domingo e quarta
Omen GinkakujiKyotoomen udonalmoço perfeito depois do Caminho do Filósofo; fecha às quintas
Mercado NishikiKyototamagoyaki e conservas400 anos de "cozinha de Kyoto"; coma na banca, não andando
Okonomiyaki MizunoOsaka, Dotonboriyamaimo-yakiaberto desde 1945 e premiado pelo Michelin Bib Gourmand
NagatayaHiroshimaokonomiyaki com macarrão (¥1.480)a passos do Parque da Paz; fecha às terças

Os endereços, horários e preços foram conferidos nos sites das casas, no Tabelog e no Tripadvisor em 21/10/2026. Confira de novo antes de ir, porque eles podem mudar.

Para beber, o matcha de Uji, perto de Kyoto, é o chá verde mais famoso do país. Na Camellia, em Higashiyama, a cerimônia do chá compartilhada custa a partir de ¥4.000, e você mesmo bate o seu matcha.

Um sushiman corta peixe fresco atrás do balcão de um restaurante japonês
No balcão, o sushiman corta o peixe na frente de quem vai comê-lo.
Uma tigela de ramen com chashu, ovo marinado, espinafre e folhas de nori, com gyoza ao fundo
O ramen chega com chashu, ovo marinado e as folhas de nori em leque, e o gyoza ao lado.
Uma pessoa de quimono prepara matcha numa cerimônia do chá tradicional
Na cerimônia do chá, o matcha é batido devagar, com o gesto ensinado há séculos.

Esportes: sumô, beisebol e futebol

O sumô é o esporte nacional, e assistir a um torneio é ver séculos de ritual antes de cada luta de segundos. São seis torneios por ano, de 15 dias cada: três em Tóquio (janeiro, maio e setembro), um em Osaka (março), um em Nagoya (julho) e um em Fukuoka (novembro). Os ingressos costumam esgotar logo que abrem, então confira a agenda e os preços no site oficial da Associação Japonesa de Sumô¹² antes de fechar as datas da viagem.

No Ryogoku Kokugikan, em Tóquio, o pequeno Museu do Sumô tem entrada gratuita nos dias úteis; em dia de torneio, só entra quem tem ingresso.

O beisebol é a paixão de todo dia, com temporada do fim de março ao fim de outubro. Num estádio japonês, a torcida canta o jogo inteiro, com coreografia ensaiada para cada jogador. Os jogos e os ingressos de cada time estão no site oficial da liga, a NPB.

O Yomiuri Giants, fundado em 1934, é o clube profissional mais antigo do país e o maior campeão. Ele joga no Tokyo Dome, que faz visitas guiadas aos bastidores com reserva antecipada. No mesmo prédio fica o Hall da Fama do Beisebol Japonês, aberto das 10h às 17h e fechado às segundas¹⁹.

A grande rivalidade do país é Giants contra Hanshin Tigers, o time de Osaka e Kobe. Os Tigers jogam no Estádio de Koshien, aberto em 1924, e o museu ao lado, o Koshien Rekishikan, conta um século de beisebol; a entrada custava ¥900 para adultos em outubro de 2026²⁰. Confira de novo antes de ir, porque os preços podem mudar.

Em Hiroshima, o Carp nasceu em 1949 e virou símbolo da reconstrução: em 1951, os moradores fizeram doações para o time não acabar. O Mazda Stadium tem tour com reserva no site do clube.

No futebol, a J.League adotou o calendário europeu, com pausa no inverno; a agenda está no site oficial da J.League. O maior campeão é o Kashima Antlers, o time do Zico: ele jogou lá de 1991 a 1994, voltou como diretor técnico e ganhou duas estátuas perto do estádio, que tem um museu do clube com acervo dedicado a ele²¹.

Em Yokohama, o Nissan Stadium, casa do Yokohama F. Marinos, é o estádio onde o Brasil ganhou o penta, na final da Copa de 2002. Ele faz tours de uma hora, com reserva por e-mail e pagamento em dinheiro no dia.

Para quem quer praticar, o Kodokan, em Tóquio, é o berço do judô e tem galeria de observação gratuita.

Lutadores de sumô se enfrentam no ringue diante da plateia num torneio no Japão
No ringue do sumô, a luta dura segundos e o ritual antes dela, minutos.

Espetáculos imperdíveis

No Kabukiza, em Ginza, o kabuki pode ser visto por um ato só, com ingresso barato vendido no próprio teatro, uma ótima porta de entrada para um teatro de quatro séculos.

Em Kyoto, o Gion Corner reúne numa hora a dança das maiko, a cerimônia do chá, o ikebana e o teatro de bonecos bunraku. Em Tóquio, o teamLab Planets e o teamLab Borderless transformam a arte digital em salas onde você entra na obra, com horário marcado online.

O Japão a dois

Para um casal, eu começaria o dia às 6h30 no bambuzal de Arashiyama, antes da multidão, e terminaria com a iluminação noturna de outono do Kiyomizu-dera.

A noite mais romântica do Japão é num ryokan, a pousada tradicional: quarto de tatame, quimono leve, jantar kaiseki de pratos pequenos da estação e banho na fonte termal. Hakone e Kawaguchiko, com o Fuji à vista, são os lugares certos. Em Tóquio, as luzes de inverno de Marunouchi costumam acender em meados de novembro e seguem até fevereiro.

O Japão com crianças

O Museu Ghibli, em Mitaka, é o sonho de quem cresceu com Totoro. A entrada custa ¥1.000 para adultos e só com reserva: os ingressos saem no dia 10 de cada mês, às 10h do Japão, para o mês seguinte¹³.

Em Osaka, o Super Nintendo World fica dentro da Universal Studios Japan; a área exige um horário marcado, sorteado pelo app depois que você entra no parque. Em Nara, os cervos encantam qualquer idade, mas segure as crianças pequenas quando o biscoito acabar.

A noite no Japão

A noite japonesa é de balcão, não de balada. No Omoide Yokocho, em Shinjuku, uns 60 balcões grelham espetinhos yakitori desde o pós-guerra, e o Golden Gai reúne cerca de 200 bares minúsculos, cada um com seu tema e seu dono atrás do balcão.

Em Osaka, Dotonbori fica mais bonito à noite, com os letreiros acesos sobre o canal. Em Kyoto, Pontocho é um beco estreito de restaurantes à beira do rio. E em qualquer cidade há um karaokê com cabine privada, a forma japonesa de cantar sem vergonha.

Pessoas jantam num beco estreito de Shinjuku iluminado por lanternas de papel
Em Shinjuku, os becos de lanternas enchem de gente quando o escritório fecha.
Pessoas caminham pelo beco Omoide Yokocho, em Shinjuku, à noite
No Omoide Yokocho, a fumaça dos espetinhos sobe entre os balcões.

Além do roteiro

O Japão de verdade também está nas coisas pequenas. O sento, a casa de banho do bairro, custa ¥600 em Tóquio e mostra o ritual japonês do banho como ele é.

No konbini, a loja de conveniência, o onigiri de arroz e alga é o almoço mais barato do país. Nos subsolos das lojas de departamento, as depachika vendem bentôs e doces embrulhados como joia.

Em Koyasan, dá para dormir num templo budista, comer a culinária vegetariana dos monges e acordar para a oração da manhã. E, em Kyoto, o Toji monta uma feira de antiguidades todo dia 21.

A fachada de madeira de um ryokan tradicional em Yamanouchi, Nagano, entre árvores
Num ryokan, o quarto é de tatame e o banho quente vem da própria fonte.
Um cervo sika de perto no Parque de Nara
Os cervos de Nara andam soltos entre os templos e as pessoas.

Quando ir: o outono e a primavera

O outono e a primavera são as estações mais bonitas. O auge dos bordos costuma ir de meados de novembro ao começo de dezembro em Tóquio e Kyoto, e chega antes nas montanhas, como em Nikko. A data muda a cada ano com o calor, e a previsão sai a partir de setembro¹⁴.

Na primavera, a média de floração das cerejeiras é 24 de março em Tóquio e 26 de março em Kyoto, com as árvores cheias cerca de uma semana depois¹⁵. Como voos e hotéis dessa época esgotam cedo, eu planejaria a viagem com uns seis meses de antecedência.

Trem, visto e dicas práticas

Brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias, desde que o passaporte tenha chip. A isenção, que valeria até setembro de 2026, foi prorrogada até 29/09/2029¹⁶.

Para circular, o JR Pass comum de 7 dias custava ¥50.000 comprado online em outubro de 2026¹⁷; confira o valor atual no site oficial antes de comprar. Ele cobre a maior parte dos trens-bala, mas o Nozomi, o mais rápido, exige um bilhete extra a cada viagem.

Desde 01/11/2026, a compra sem imposto funciona como reembolso: você paga com taxa e recebe o valor de volta depois da conferência da alfândega na saída¹⁸. Gorjeta não se dá no Japão. As tomadas são de 100 V, com dois pinos chatos, e o Japão ainda vive muito de dinheiro vivo: leve ienes na carteira.

Seguro, eSIM e sala VIP

O Japão não exige seguro de quem entra sem visto. Quem viaja sem ele, porém, paga do próprio bolso a emergência médica lá fora.

A gente oferece planos internacionais com evacuação médica de até US$ 1 milhão, emergência de condição pré-existente (como a pressão que dispara no meio da viagem), odontologia de emergência e interrupção de viagem de até US$ 10 mil, conforme as condições de cada plano. Na rede credenciada, o hospital cobra a seguradora; em muitos casos, sobretudo no atendimento ambulatorial, você paga e é reembolsado. Cancelamento de voo não é coberto.

A cotação e nosso suporte 24h no WhatsApp são em português; o pagamento aceita Pix e cartão em até 6x sem juros, em reais. No eSIM do Japão, em 21 de outubro de 2026, 1 GB por 7 dias custava R$ 20,90; 2 GB por 15 dias, R$ 32,90; e 3 GB por 30 dias, R$ 40,90; os preços podem mudar, e o valor atualizado aparece na cotação. Para quem emenda outro país, há o plano regional Ásia, que cobre 18 países.

No nosso catálogo de salas VIP, em 21/10/2026, nenhum aeroporto do Japão tem sala. O voo para lá é longo e tem conexão, e a sala ajuda nos dois lados dela. Guarulhos tem três salas no embarque internacional; Dubai, 22; e Doha, seis. Veja como funciona o acesso.

Fontes

  1. JNTO: estatísticas de visitantes estrangeiros, planilha de 21/10/2026
  2. Senso-ji: horários do templo
  3. Go Tokyo, turismo oficial de Tóquio: Shibuya Sky
  4. Kiyomizu-dera: visita noturna de outono 2026
  5. Shokoku-ji: Kinkaku-ji, ingressos e horários
  6. Todai-ji: ingressos e horários
  7. Weathernews: folhagem de outono em Kawaguchiko
  8. Castelo de Himeji: ingressos
  9. Museu Memorial da Paz de Hiroshima
  10. Agência da Casa Imperial: Jardins do Leste
  11. Governo Metropolitano de Tóquio: reabertura do Edo-Tokyo Museum
  12. Associação Japonesa de Sumô
  13. Museu Ghibli: ingressos
  14. Nippon.com: previsão das folhas de outono 2026
  15. Agência Meteorológica do Japão: médias de floração das cerejeiras
  16. Diário Oficial da União: prorrogação da isenção de vistos Brasil–Japão
  17. Japan Rail Pass: preços
  18. Agência de Turismo do Japão: novo sistema de compras sem imposto
  19. Japanese Baseball Hall of Fame and Museum
  20. Koshien Rekishikan: ingressos e horários
  21. Nippon.com: Zico e o Kashima Antlers

A WeCover é corretora de seguros licenciada nos EUA. Os planos são emitidos pelas seguradoras e valem as condições do documento de cada plano.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para o Japão?

Não, para turismo de até 90 dias, desde que o passaporte tenha chip. A isenção começou em 30/09/2023 e foi prorrogada até 29/09/2029. Passaporte sem chip ainda exige visto.

Qual a melhor época para ir ao Japão?

O outono, de meados de novembro ao começo de dezembro, para as folhas vermelhas, e a primavera, do fim de março ao começo de abril, para as cerejeiras.

Quanto custa o JR Pass?

Em outubro de 2026, comprado online, o passe comum de 7 dias custava ¥50.000; o de 14 dias, ¥80.000; e o de 21 dias, ¥100.000. Confira o valor atual no site oficial. O trem Nozomi exige um bilhete extra a cada viagem.

Quantos dias ficar no Japão?

Dez dias permitem Tóquio, Kyoto, Nara e um bate e volta ao Fuji sem correria. Com duas semanas, entram Osaka, Himeji e Hiroshima.

Precisa de seguro viagem para o Japão?

O Japão não exige seguro de quem entra sem visto. Sem seguro, porém, a emergência médica lá fora sai do seu bolso.

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